O FIM DA MUSA



Esse negócio
Você minha musa
Tomando rumos avassaladores
Deixando de ser platônico
Chegando ao real
O real corrompe logo
Só o platônico é eterno
Logo você não pode mais ser minha musa
Sendo assim...
Tudo tem que ter um fim
Prefiro o irreal ao real
Mil vezes, prefiro!
Para não ser minha musa
A torno evasiva com minhas palavras
Pouco enfática
Às mesmas
Não posso gostar
Você deixa de ser minha musa
Não...
... Poderia deixar de ser...
... Diferente
Renuncio-te...
... Como...
... Tal
E mais
Contradigo-me
Uma vez minha musa
Sempre minha musa
Estigmatizada para todo o sempre
Sendo grande responsável por tudo àquilo que eu venha há realizar...
... Um dia...
Obrigado musas repentinas
Obrigado minhas musas relâmpagos
Obrigado minha musa Rosana
Agradeço-te de coração
Ter me feito escrever
Pra mim
Tão belas palavras
Então te reescrevo
Sua primeira e ultima rima
Como já havia eu escrito antes
Esta a qual...
... Escrevi na sala de aula
Querendo...
... Atrás de você
Observando suas lindas costas nuas
Sentindo o cheiro de seu cabelo
Imaginando sua nuca
E outras partes de você
Amei tanto observar
Gostaria que os que lêem este texto estendessem
Considero esta rima de pobre valor literário
Mesmo assim
Como foi escrita com um desejo veloz
Tomo a liberdade de dividir com quem queira ler

Ai vai:

Transar com você é algo que do mundo eu gostaria de aprender
Deve ser só saber fazer
Para que você se deleite com prazer
E, eu digo que se isso um dia acontecer
Jamais vou esquecer
Sendo sempre para você
Um amante até “morrer”


Pablo Treuffar

Based on a work at www.pablotreuffar.com

Nenhum comentário: