METÁFORA

Chego a casa
Minha mulher de bruços
Vejo
O meio do rabo
A fenda dá água na boca
Um desenho
Belíssimas bandas
Os lados da bunda
A ressaltar o vestido longo
Marcando montanhas anais
Meto a mão
A bunda fala meu nome
Infinita putaria
Mexendo
Pra sempre
Minha pica
Dura
E agora José
Vai ter de rebolar
Minha mulher
Não é um conto erótico
Sem sacanagem
Retribuição zero
Devassidão não
Não sou Adão
O nada
Ela joga travesseiros
Vai tomar no cu
Vou tomar banho
Volto logo
Tenho porra no cérebro
Quero muito comer o cu
Cuzão
Ela recusa
Muda
Mudo... de ideia.
Peço um boquete
Negado
Lembro-me
O malvado Dahmer
Disse-me de corona
“Fui pedir uma mamada pra minha mulher e ela caiu na gargalhada dizendo já ter casado”
Pois é
Fiz o mesmo
Fui questionado
Ela entendeu-me egoísta
Aleivosia
Como o cu e a buceta
Estoco a pica
Eu faço o serviço
Uma chupada
Qual o problema
Porra!!!
Pra ela deveria ser bom
Agora não foi
Não duvidem
Eu vou ouvir por escrever essas palavras
É a vida
Sobrou-me o papel
O branco
Num livro
Eu li
Bruce lee
Descrever
“O homem não é o falar, e sim o fazer.”
Não fiz nada
É
Babou pra mim
Não na pica
Só na metáfora

Pablo Treuffar
Licença Creative Commons
Based on a work at www.pablotreuffar.com
A VERDADE É QUE EU MINTO

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Um comentário:

poesias e girassóis disse...

Parabéns, teu blog é muito bom! Originalissímo. Textos para boas reflexões.