TREUFFAR DECIDE MORRER

Penso alto
No limiar louco o possível balbuciar
As pessoas podem ouvir meus pensamentos
Meus adágios são o nada na contramão
Um nó no meio do peito
Arranquem minha carcaça daqui
Sinto o frio na barriga
Vocês não devem escutar meus aforismos
Meus devassos macabros são ruínas
Contenho medo no vazio
Ases de espadas galopam contra mim
Ânsias
Vou pra longe deu
Não consigo libertar moléstia
Salvo-mo se puder
Meu corpo dá-me o ultimato
O mal associasse em minh'alma
Dores interioranas
Deterioração
Tonteiras
Vai dar merda
Sou indigesto
Desagradável
Sou o incômodo
O acabrunhar
Sou o achaque
Convenceram-me
Não doa a quem doer
Treuffar decide morrer

Pablo Treuffar
Licença Creative Commons
Based on a work at www.pablotreuffar.com
A VERDADE É QUE EU MINTO

A VERDADE É QUE EU MINTO

Um comentário:

Inominável Ser disse...

Morrer sempre é uma marca dos grandes e é uma artepara poucos, bem poucos neste mudo desordenado de covardes. A coragem reside naqueles que morrem, naqueles que descem à cova para depois contarem como foi a breve passagem por ela.

Qualquer tipo de cova, conforme for a morte pela qual alguém passa.